Sindicato Nacional dos Servidores Federais
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28/05: Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher
Publicado por Ascom Sinasefe - Seg, 28 maio 2018 16:39

Há mais de 20 anos movimentos feministas pautam a necessidade de refletir sobre os impactos da desvalorização da vida das mulheres em nome da maternidade. No Brasil, além de ser marcado pela luta em prol da saúde das mulheres, o dia 28 também é o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Defendemos o direito das mulheres de optar pela maternidade (asseguradas as respectivas licenças, auxílios e creches), denunciando as investidas de criminalização das poucas formas legalizadas do direito ao aborto e as medidas absurdas em tramitação no Congresso como os estatutos da família e do nascituro. Legalize, o corpo é nosso, nossa escolha, é pela vida das mulheres!


Culpabilização da mulher

Culpabilizar a mulher pelo aborto, colocando sobre ela todo o peso e responsabilidade pelo filho é uma prática considerada comum nesta sociedade patriarcal e machista. Mulheres morrem diariamente vítimas de processos abortivos clandestinos e precários: o culpado é o preconceito, não somos obrigadas! Cadê o homem que "engravidou"? Por que a culpa sempre é da mulher que abortou?

Mortalidade materna e cortes de gastos

Os números da mortalidade materna no país são heterogêneos, variando de 44 até 110 óbitos por 100 mil nascidos vivos. A morte materna ocorre durante a gestação ou 42 dias após o parto, quando as mulheres são acometidas por doenças obstétricas, em razão da gestação, ou por complicações de doenças pré-existentes. Os cortes de gastos com políticas efetivas no SUS e com a estrutura mínima de saúde para as brasileiras tem impacto direto nestes números. Leia mais na matéria da Agência Brasil.

A história

O Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos, ocasião em que a morte materna apareceu com toda a sua magnitude. A partir dessa data, o tema ganhou maior interesse e no V Encontro Internacional Mulher e Saúde, realizado em São José da Costa Rica, a RSMLAC propôs que a cada ano, no dia 28 de maio, uma temática nortearia ações políticas que visassem prevenir mortes maternas evitáveis.

Em 1988 teve início a Campanha de Prevenção da Mortalidade Materna coordenada pela Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos - RMMDR e pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe – RSMLAC. Ao longo dos anos diferentes ações têm sido realizadas para motivar diferentes setores da sociedade, dos governos e da mídia para formação de uma forte opinião pública para esta séria questão. Leia mais no site da Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos.

Seguir lutando

Meu corpo, minhas regras

Vamos seguir lutando com o povo

Vamos construir um mundo novo

Contra a violência e o machismo

Contra a pobreza e o capitalismo

Livres ou mortas, jamais escravas .

Última atualização em Seg, 28 maio 2018 17:07