Sindicato Nacional dos Servidores Federais
da Educação Básica, Profissional e Tecnológica


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Greve do SINASEFE completa 1 mês: confira um resumo das atividades
Publicado por Mário Júnior - Qui, 13 ago. 2015 22:41

Podemos dizer que, em linhas gerais, nossa greve de 2015 teve início em 2014, seja pelo término da greve do ano passado sem nenhum acordo e com sua judicialização por parte do governo, seja por novembro de 2014 ter marcado o início da Campanha Salarial 2015 dos Servidores Públicos Federais (SPF), movimento que é – sem dúvida – responsável por muitas das greves em curso no funcionalismo federal.


As Plenárias Nacionais antes da greve

Neste ano, chegamos a debater o movimento paredista com as bases, antes de sua deflagração, em três fóruns: as 130ª, 131ª e 132ª Plenárias Nacionais.

Na 130ª PLENA, realizada em 16 e 17 de maio, quando as greves de Andes-SN e Fasubra já eram anunciadas para o dia 28 daquele mês, foi aprovado que o indicativo de greve do SINASEFE deveria passar por debates nas Seções.

A 131ª PLENA, que aconteceu depois das consultas às bases, em 13 e 14 de junho, aprovou o indicativo de greve nacional do SINASEFE para 13 de julho, com nova rodada de assembleias das Seções até o dia 3 de julho.

E, por fim, a 132ª PLENA aprovou por ampla maioria de votos, nos dias 4 e 5 de julho, a deflagração da greve que estamos construindo neste momento para 13 de julho, data do indicativo aprovada na Plenária anterior. Seis estados já construíam a greve: Alagoas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Piauí.


Primeira semana da greve: pontapé inicial

Já na data da deflagração (13/07), a primeira composição do Comando Nacional de Greve (CNG) do SINASEFE foi estabelecida e iniciou os trabalhos de preparação do movimento paredista em Brasília-DF.

A semana ficou marcada por reuniões, realizadas com os Comandos de Greve de Andes-SN e Fasubra (13/07); no Fórum das Entidades Nacionais dos SPF (Fonasef); e no Conselho Político da Auditoria Cidadã da Dívida (ambas em 14/07).

No dia 15 o CNG esteve na audiência pública do Senado que tratou da "Valorização da Educação e dos Trabalhadores de Educação" e em reunião com o MEC, agendada devido à audiência; e no dia seguinte (16/07) em audiência da Câmara Federal, que debateu a greve dos técnico-administrativos das Universidades e onde a pauta da nossa greve foi entregue ao ministro pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

O CNG lançou, também, os materiais gráficos e de divulgação da greve para download das bases em nosso site; uma nota de esclarecimento sobre a participação das Seções dentro do CNG; e o primeiro boletim da greve 2015 (18/07).

O quadro de greve fechou a semana com 13 estados, 21 Seções Sindicais e 92 unidades de ensino construindo o movimento paredista.


Segunda semana da greve: reuniões com o governo

Foi nesta semana que o SINASEFE se reuniu três vezes com o MPOG e, ainda, construiu e participou da Marcha Unificada dos SPF, na Esplanada dos Ministérios.

No dia 20/07, a primeira reunião aconteceu com as entidades do Fonasef, na qual o governo reposicionou a sua oferta de 21,3% em quatro anos (anteriormente apresentada em 25/06) e incorporou à mesma reajustes nos benefícios – a proposta foi novamente rechaçada pelas categorias.

Dois dias depois (22/07), foi realizada a Marcha Unificada dos SPF, dando visibilidade às pautas da Campanha Salarial 2015. Cerca de seis mil pessoas participaram do ato pela manhã daquele dia, incluindo bases do SINASEFE de todas as regiões do país. Pela tarde, uma reunião setorial no MPOG para debater a pauta dos docentes federais com Andes-SN, Proifes e SINASEFE foi realizada, na qual o governo não demonstrou nenhum avanço às reivindicações postas pelas entidades em greve (Andes-SN e SINASEFE). Outra reunião acontecia no mesmo momento, no Palácio do Planalto, em decorrência da Marcha da manhã, onde representantes do governo se comprometeram a mediar o contato das entidades com o MPOG.

No dia seguinte (23/07) outra reunião setorial no MPOG, desta vez com Fasubra e SINASEFE. Nesta – diferente da dos docentes – o governo demonstrou a possibilidade de dar alguns passos à frente, sobretudo na questão das 30 horas, mas nada ficou garantido.

A semana terminou com o lançamento do segundo boletim da greve (24/07) e o quadro de greve demonstrava o aumento do movimento paredista: 17 estados (aumento de 31%), 30 Seções Sindicais (aumento de 43%), 146 unidades de ensino e reitorias (aumento de 59%).


Terceira semana da greve: elaboração do estudo

A terceira semana iniciou com reunião do Fonasef, realizada em 27/07. Foi através dela que suscitou um estudo que indica a possibilidade de um reajuste de 19,7% para janeiro de 2016 e decidiu por remeter a mesma às bases das categorias. A reunião também aprovou a nova Marcha Unificada dos Federais para o dia 6 de agosto.

No dia 29/07, a Direção Nacional e o Comando de Greve do SINASEFE se reuniram com o Conselho Federal de Serviço Social (Cefess), para debater a jornada de 30 horas dos assistentes sociais – conforme foi aprovado nas 130ª e 131ª Plenárias Nacionais do nosso Sindicato.

A 133ª PLENA foi convocada por CNG e DN, durante a terceira semana de greve, que encerrou seu período de atividades demonstrando novo crescimento do movimento: 21 estados (aumento de 23%), 37 Seções Sindicais (aumento de 23%), 175 unidades de ensino e reitorias (aumento de 20%).


Quarta semana da greve: primeira PLENA de greve

Na quarta semana da greve tivemos, logo em seu início, o lançamento do boletim nº 3 (03/08) pelo CNG. Também no dia 3 de agosto o Fonasef se reuniu mais uma vez, dessa feita, para preparação da Marcha dos Servidores.

A Marcha, realizada em 6 de agosto, reuniu mais uma vez milhares de lutadores de todo o país na capital federal, demonstrando que a Campanha Salarial 2015 está em construção e que as bases estão mobilizadas.

Durante a semana, o CNG se espalhou pelo país e fez visitas em diversas bases, a pedido das mesmas, para debater a greve e expandir o movimento pelas Seções: no dia 4, estivemos em Curitiba-PR e Paranaguá-PR; no dia 5 em Machado-MG; e no dia 6 em Aracaju-SE.

A 133ª PLENA do SINASEFE (primeira após a deflagração da nossa greve) foi realizada em 7 e 8 de agosto, aprovando a continuidade da greve, o novo regimento interno do CNG e a contraproposta de 19,7%, para janeiro de 2016, a ser apresentada ao Fonasef. A próxima Plenária foi agendada para os dias 22 e 23 deste mês.

O último quadro de greve divulgado na quarta semana do movimento mostrava que o mesmo já alcançava 22 estados (aumento de 5%), 40 Seções Sindicais (aumento de 8%) e 189 unidades de ensino e reitorias (aumento de 8%).


Quinta semana da greve: estamos aqui

E chegamos ao ponto em que estamos: o de reforçar a greve, expandi-la nas bases e fazer o movimento ganhar mais e mais força.

Esta quinta semana começou com uma visita aos estados do Pará, Maranhão e São Paulo. Como resultado dessas visitas, essas bases aderiram ao movimento, integrando-se ao quadro nacional de greve do SINASEFE.

Na última segunda-feira (10/08), houve outra reunião do Fonasef, na qual expusemos nossos encaminhamentos da PLENA. A reunião também marcou um Dia Nacional de Lutas nos estados, a se realizar no próximo dia 18, bem como o encaminhamento de documento cobrando a celeridade no processo de negociação junto ao Fonasef.

Ainda nesta semana, protocolamos ofício junto ao MEC-MPOG solicitando a celeridade no que tange às mesas de negociação da pauta específica do SINASEFE, conforme também encaminhamento da 133ª PLENA.

Nosso quarto boletim de greve foi publicado ontem (12/08), e o 14º e mais recente quadro da greve mostra que o movimento segue em crescimento constante: agora temos 22 estados (manutenção do número anterior), 43 Seções Sindicais (aumento de 7%) e 210 unidades de ensino (aumento de 11%).