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SINASEFE e Andes-SN lançam nota de repúdio à criminalização dos manifestantes presos no Rio de Janeiro
Publicado por Mário Júnior - Qua, 30 jul. 2014 14:06

Ao mesmo tempo em que, desde junho do ano passado, milhares de pessoas passaram a ocupar as ruas de diferentes cidades brasileiras como forma de reivindicar seus direitos historicamente negados, uma onda reacionária despontou com objetivo de incriminar militantes e movimentos sociais, tendo a Lei Geral da Copa como fator fundamental para acelerar esse processo de criminalização.

Nesse contexto, a expedição dos 26 mandados de prisão preventiva para manifestantes do Rio de Janeiro-RJ, enquadrados por associação criminosa armada e acusados de planejarem a explosão de bombas durante a final da Copa da Fifa, chamou atenção da sociedade brasileira por apresentar traços de medidas de um estado de exceção. Soma-se a esse fato a prisão de militantes em São Paulo-SP no início mês e o inquérito que diversos integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público de Porto Alegre-RS estão respondendo ao serem acusados de crimes de associação em quadrilha armada, dano ao patrimônio público e violências à pessoa, explosão e furto qualificado.

Frente ao caso mais recente das prisões dos ativistas na capital fluminense, o Andes-SN e o SINASEFE divulgaram, na última sexta-feira (25/07), uma nota de repúdio à criminalização dos movimentos sociais. "Durante o período de realização da Copa do Mundo, vivenciou-se no Brasil um regime de exceção repressor só antes visto em tempo de ditadura militar. Não é possível aceitar em silêncio os desmandos de um governo que se utiliza dos aparelhos de estado para sufocar a sociedade crítica e aprofundar o processo de mercantilização e privatização que se instalou neste breve período de Copa do Mundo", aponta o texto. Clique aqui e leia a nota na íntegra.

Várias entidades de direitos humanos, entre elas a Anistia Internacional e a Ordem dos Advogados do Brasil, manifestaram-se denunciando a arbitrariedade das prisões. No dia 23 de junho, o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal, concedeu, então, habeas corpus aos presos do Rio de Janeiro-RJ, fazendo com que três ativistas fossem soltos no dia 24 (quinta-feira).

Matéria publicada pelo Andes-SN

Última atualização em Qua, 30 jul. 2014 14:30