Sindicato Nacional dos Servidores Federais
da Educação Básica, Profissional e Tecnológica


Representante dos docentes e técnico-administrativos da Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica
Filiação:



Você está aqui: Início Notícias da Greve
Representantes do SINASEFE serão recebidos pelo governo
Publicado por Monalisa Resende - Seg, 19 maio 2014 15:12

Após mais de dois meses de paralisação da Fasubra e quase um mês de greve do SINASEFE, o governo começou a negociar com os trabalhadores, por intermédio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e do Ministério da Educação (MEC). A Fasubra foi recebida hoje pelos representantes do governo e nesta terça-feira (20) será a nossa vez de sentar à mesa com o MPOG e o MEC.

Essas reuniões, contudo, só vieram após muita mobilização e unidade das entidades. A Caravana da Educação, que reuniu mais de duas mil pessoas em frente ao MEC no dia 6 e a Marcha dos SPF com o bloqueio do MPOG e mais de cinco mil no dia 7, foram determinantes para explicitar ao governo o grau de mobilização e de insatisfação dos servidores.

Insatisfação que inclusive foi evidenciada perante a própria Dilma na última sexta-feira (16), quando a Presidenta foi vaiada na Paraíba e no Piauí em eventos do Pronatec.

Amanhã, pela primeira vez de maneira oficial, esperamos receber do governo um documento formal refletindo sua posição sobre como atenderá nossa pauta. Sete representantes do CNG e da DN do SINASEFE serão recebidos por MEC e MPOG e levarão o resultado da reunião para apreciação e deliberação da 122ª PLENA, no próximo final de semana – 24 e 25 de maio (veja a convocatória aqui).

O SINASEFE recebeu nesta segunda-feira (19), um convite do governo para reunião amanhã, 20 de maio, às 18 horas, na Secretaria de Relações de Trabalho do MPOG, em Brasília-DF. Consta no convite, enviado por e-mail, a informação de que o objetivo da reunião é apresentar uma resposta oficial do governo à solicitação de nossa entidade apresentada no último dia 7 de maio.

Seremos intransigentes na defesa dos direitos da categoria e não aceitaremos migalhas ou mais enrolação da parte do governo, como aconteceu na greve de 2012, sobretudo com os GT do acordo que, após mais de um ano de debates, não avançaram efetivamente em nada.

Nossa pauta foi protocolada junto ao governo – com cópias entregues ao MPOG, MEC e Casa Civil – no dia 12 de março e desde lá não tivemos nenhuma resposta formal. Em reunião com o MEC no dia 26, sem abertura de negociação, tudo que seria de competência do Ministério da Educação nos foi negado, motivo que levou nossa base a aprovar a greve do SINASEFE três dias depois, em nosso 28º Congresso.

Em nosso eixo específico de reivindicações, queremos uma reestruturação das carreiras dos técnicos e docentes; a abertura de um processo real de democratização das IFE; o fim da precarização de nossos ambientes de trabalho com a construção de uma expansão responsável e de boa qualidade; a garantia do direito das 30 horas semanais para os técnicos em toda Rede; isonomia entre os docentes dos Magistérios Superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico; fim do ponto eletrônico para todos os servidores e do controle de ponto dos docentes.

Além dessas demandas, um eixo comum de reivindicações dos servidores públicos federais, apresentado ao governo no dia 5 de fevereiro, também segue em nossa pauta. Entre elas estão a data-base da categoria para maio; a isonomia dos benefícios (auxílios alimentação, creche, saúde etc) entre os três poderes e os servidores do TCU; a retomada dos anuênios; e a antecipação imediata da parcela de 5% do aumento previsto para 2015.

Se o governo antes se negava a nos receber, só com nossa pressão, de fato, conseguimos algum resultado, mas ainda precisamos de mais mobilização e adesões à greve para que conquistas sejam garantidas.

Exigiremos que a partir dessa primeira reunião se inicie uma negociação de verdade, com Andes-SN, Fasubra e SINASEFE. Não aceitaremos que o Proifes assine nada em nosso nome novamente, fato que inclusive já foi proibido por decisão judicial. Que o governo esteja disposto a negociar e a nos atender, pois nós estamos muito dispostos a lutar agora, durante e até depois da Copa!