Sindicato Nacional dos Servidores Federais
da Educação Básica, Profissional e Tecnológica


Representante dos docentes e técnico-administrativos da Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica
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20 de novembro: Dia da Consciência Negra!
Publicado por Mário Júnior - Sex, 20 nov. 2015 06:48
12 de janeiro de 2013: um casal observa automóveis na Autokraft, concessionária da BMW que fica no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro-RJ. Quando o filho adotivo do casal, que é negro, se aproxima de ambos, o vendedor da loja adverte-o: "aqui não é lugar para você, saia da loja".
18 de fevereiro de 2014: Edson Lopes, cabo da Polícia Militar, foi fazer compras de bermuda e chinelos. Por ser negro, precisou se despir diante dos seguranças para provar que não estava roubando duas garrafas de vinho.
7 de março de 2014: a australiana Louise Stephanie Garcia Gaunt foi a um salão de beleza em Brasília-DF. Chegando lá, ao se deparar com uma manicure negra, se recusou a ser atendida e destratou a profissional, usando palavras como "pessoas de sua cor me incomodam".
22 de agosto de 2014: jogo válido pela Copa do Brasil entre Grêmio e Santos, em Porto Alegre-RS. Para "apoiar" o time da casa, torcedores chamam o goleiro Aranha de macaco e imitam primatas nas arquibancadas.
28 de março de 2015: uma criança negra, acompanhada mas um pouco distante dos seus pais, toma um sorvete em frente à loja da Animale, na rua Oscar Freire, em São Paulo-SP. A vendedora confunde a criança com um ambulante e diz: "você não pode vender isso aqui".
E quantos casos mais poderíamos citar? A meteorologista do Jornal Nacional Maria Júlia Coutinho. Ou a atriz global Taís Araújo.
Ou todas as lutadoras que vieram à Marcha das Mulheres Negras dessa semana e foram recebidas com tiros de um defensor do intervencionismo militar.
Onde está o ajudante de pedreiro Amarildo, que até hoje é aguardado por sua esposa e filhos?
O racismo no Brasil - ainda que tipificado como crime! - existe e negá-lo, por si só, já é uma atitude racista, pois negá-lo é torná-lo natural. E não devemos aceitar a naturalização de um comportamento que hierarquiza as pessoas pela cor de sua pele.
O SINASEFE oferece nesse Dia Nacional da Consciência Negra todo o seu apoio à luta do povo negro por igualdade, por oportunidade, pelo fim dos dias de insegurança - quando se sai de casa para trabalhar sem saber se voltará ao lar com vida.
Seguiremos na luta por uma sociedade justa, igualitária e livre de preconceitos. Viva à resistência de Zumbi, de Dandara e de todo o povo negro!