O
ano de 2008 foi marcado pelas discussões sobre carreira e a criação
dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia,
que serão implantados na Rede a partir do próximo ano.
A
carreira docente, que foi alterada para a Carreira do Magistério
do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, foi totalmente
desestruturada com a aplicação de uma tabela sem critérios
após o fim da negociação realizada com o governo.
Além disso, os docentes dos ex-territórios e dos Colégios
Militares foram separados em outra carreira, o que foi revertido, e
já convertido em lei, no caso dos ex-territórios, e, no
caso dos Colégios Militares, o retorno à mesma carreira
foi aprovado na MP 441, que ainda não foi sancionada pelo presidente
da República. Isso aconteceu graças ao grande trabalho
das Seções que representam estes servidores, em destaque
a Seção de Pimenta Bueno e do Colégio Militar de
Brasília.
Ainda
temos a tarefa de tentar regulamentar a carreira docente no GT que o
Governo acaba de convocar, mas ainda não tem data para ser implantado.
Devemos definir a concepção de carreira, como se dará
a capacitação e os critérios para avaliação.
O
PCCTAE também teve uma grande perda este ano com o veto do presidente
ao step constante, que foi o elemento estruturante da carreira quando
foi criada. Um retrocesso que terá um enorme impacto em futuras
negociações e deverá ser elemento de luta.
A
criação dos Institutos Federais também ocuparam
grande parte da nossa pauta de discussões, inclusive no 3º
Seminário de Educação. Conquistamos alguns avanços,
como a impossibilidade de acúmulo de mais de dois mandatos pelos
atuais diretores e a eleição paritária. Deveremos
continuar a luta pela democratização das IFEs na elaboração
do Estatuto dos Institutos, conforme aprovado no último CONSINASEFE.
No
que diz respeito à luta dos servidores, encerramos o ano com
a retomada da CNESF, que realizou duas Plenárias neste segundo
semestre, e com diversos ataques à organização
dos trabalhadores.
O
ANDES teve seu registro sindical suspenso este ano pelo Ministério
do Trabalho, o que representa a intervenção do estado
na organização dos trabalhadores. Esse fato nos remete
a um período em que a luta era duramente combatida por governos
autoritários. Além disso, a mudanças nas regras
de consignação tem atravancado o trabalho de diversos
sindicatos, não foi sem muito esforço que conseguimos
receber o contrato para regularização da rubrica da entidade,
que está travada há cerca de um ano.
O
ano se encerra com um debate sobre a negociação coletiva
e organização sindical dos servidores, promovido pelo
governo, e que inclui no GT para a regulamentação sobre
o tema apenas as centrais sindicais legalizadas no Ministério
do Trabalho, o que exclui a CONLUTAS e mais uma série de entidades
deste debate que definirá os critérios para negociações
futuras, além de definir o direito de greve no setor.
Encerramos
este ano com poucos avanços e com muitas lutas a serem travadas
em 2009. No próximo ano deveremos também realizar a nossa
reforma estatutária, que acabou não sendo realizada no
22º CONSINASEFE.
2009
será um ano de importantes lutas e devemos estar preparados,
buscando uma melhor condição de vida para todos os trabalhadores
e trabalhadoras.
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